quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Caso de Polícia Parte 1 - Cross-reactivity



E então eu decidi me libertar de umas histórias que estavam, cada uma do seu jeito, acabando com a minha sanidade. Finalizada uma, voei pra dar fim na outra. Estava tudo sob controle, até a que a história 1 encontrou a 2 e a casa que nem existia mais, caiu.
B.I.Z.A.R.R.O.

  • Ele : De qualquer forma acho que ele já sabe que sou eu. Mas negue de qualquer maneira. Não sei que bem trará a ele fazer isso.
  • Ele: E como foi de viagem? 
  • Eu: Está certo, tentei ser clara quando disse que não quero mais lhe ver, mas talvez não tenha sido o suficiente.
  • Eu: Escrevi para lhe contar as informações que havia conseguido e que achei que você deveria saber. Apenas isso. Não significa que mudei de opinião ou que ache que devamos ter qualquer tipo de contato. Talvez você faça outra figura de mim ou nunca tenha notado, mas gosto muito de você, o suficiente para não conseguir continuar nessa historia dessa forma. Você é muito importante e especial para mim e essa é justamente a razão para eu me afastar, talvez se eu gostasse menos continuaria com as conversas ou encontros casuais sem me importar que enquanto isso o que você esta levando adiante é uma historia da qual eu não faço parte. Ou se você parasse de levar seu aquela história adiante, eu não me afastaria. Não se sinta culpado com o que aconteceu na madrugada. Já se a sua preocupação é por outro motivo... não tenho como intervir mais. Lamento por ter falhado em algum momento e espero tudo siga sem interferências. Os dias que passei contigo foram ótimos, pare de pensar que você não me faz bem, pois você me faz mais feliz e bem do que imagina. Mas enquanto não tiver nada de novo para me contar sobre isso tudo, não me escreva mais, ok? Beijos mocinho lindo ;) 
 Aquela hora que o único jeito é ser forte o bastante para bancar sua decisão por tempo suficiente até que o coração pare de sangrar e você pare de se sabotar...

Já posso chorar??

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Indo atrás de um sonho lindo





O último trimestre do ano foi caótico na firma, a caça as bruxas tornou-se pública e alguns grandões tiveram que entregar de seus passaportes. Em paralelo eu estava vivendo no olho de um furacão pessoal, estudando e driblando as viagens de logísticas exaustivas. Mas daquela eu não consegui me livrar...

No auge da caçada minha equipe foi convocada para “voltar pra casa”. Estávamos em uma discussão calorosa sobre as próximas viagens quando entra o capacho do Grandão, me entrega um papel e diz algo assim:

    - Carmen, o Grandão teria que participar desse evento semana que vem lá naquele lugar que você morou mas não poderá, então quem vai é você já que ninguém mais fala essa língua. Ele te espera na sala dele para passar mais informações.

E lá fui eu. O tom do discurso do Grandão foi de que ele optou por não ir, mas todos nós sabíamos que era por outro motivo. Tive que me controlar para não dizer: “Este evento é ótimo, é uma pena que seu passaporte esteja sob custódia”.

Viajar para lá foi bom, fiz a parte do Grandão no evento. Estudei no meu lugar predileto da época da escola e aproveitei para rever antigos amigos, contar as novidades da vida. Eles se lembravam dos meus sonhos, recebi incentivo e apoio pelas decisões que tomei, mas o maior incentivo veio de uma música que escutei quando estava no táxi...

Pareceu cena de filme. Eu estava aérea e nostálgica quando entrei no carro, pedi para ele seguir para o aeroporto e afundei no banco. O taxista, vendo as lágrimas que começavam a verter, me perguntou na língua local se poderia colocar uma música de sua terra natal. Era um fado e eu quis pular do carro – eu não merecia aquilo - mas resolvi dar uma chance e lá pelo meio da música ouço “Carmencita, linda graça, renegando a sua raça, foi atrás de um sonho lindo”. Pedi em português para ele fazer o caminho que passava pela minha antiga casa, ele olhou surpreso pelo retrovisor e seguiu. Chorei ainda mais quando vi as ruas que cresci, lembrando-me dos olhos reprovadores do meu pai quando eu dizia para os amigos da escola enquanto bricávamos que um dia eu voltaria para o meu país e iria combater o crime... E naquele dia eu estava voltando com aquele propósito! Indo atrás do meu sonho lindo. Não podia perder aquele voo, em alguns dias eu tinha uma prova.

(não foi desta vez que passei, mas este trimestre marcou o início de uma jornada que só vai acabar quando eu passar)

domingo, 4 de janeiro de 2015

Please, send in the clowns

(porque nem sempre tudo dá certo. porque por mais firmes que estejamos em nosso propósito, o coração não para de bater. porque dói e eu preciso que os palhaços entrem e me distraiam um pouco.... least I tried, right?)
 
Isn't it rich, are we a pair?
Me here at last on the ground,
You in mid-air.
Send in the clowns.

Isn't it bliss, don't you approve?
One who keeps tearing around
One who can't move
Where are the clowns?
Send in the clowns.

Just when I'd stopped opening doors,
Finally knowing the one that I wanted was yours.
Making my entrance again with my usual flair,
Sure of my lines;
No one is there.

Don't you love farce?
My fault I fear,
I thought that you'd want what I want,
Sorry my dear
But where are the clowns
There ought to be clowns
Quick send in the clowns

What a surprise!
Who could foresee
I'd come to feel about you
What you felt about me?
Why only now when I see
That you've drifted away?
What a surprise...
What a cliche'...

Isn't it rich, isn't it queer
Losing my timing this late in my career
And where are the clowns
Quick send in the clowns
Don't bother, they're here

*Stephen Sondheim